Para Lu, pelos nossos 49 anos, por Roberto Franklin

Única coisa que sei

Não sou livre,
não sei falar tudo o que sinto,
não corro atrás do tempo,
não paro o mundo,
apenas ando,
devagar, pelos caminhos da vida.

Não sei pintar,
não sei esculpir,
não sei construir grandes obras
com as mãos.

Não sei desenhar o céu,
nem transformar o silêncio em música,
nem fazer do vento uma canção.

De tantas coisas que não sei,
de tantos caminhos que não conheço,
de tantas palavras que às vezes me faltam,
há uma verdade que permanece:

eu sei te amar.

E talvez seja essa
a única coisa que realmente importa.

Porque não preciso saber pintar
para colorir teus dias.

Não preciso saber esculpir
para guardar tua imagem
dentro do meu coração.

Não preciso construir palácios,
se posso construir contigo
um lugar onde o amor more.

Não sei correr,
mas, por ti, eu atravessaria
qualquer distância.

Não sei parar o tempo,
mas sei fazer de cada instante contigo
uma eternidade.

E, se me perguntarem
o que sei fazer nesta vida,
não terei grandes respostas.

Direi apenas:

de tudo que não sei,
de tudo que não aprendi,
de tudo que ainda não consigo fazer,
uma única coisa eu sei
e uma única coisa eu quero:

amar-te.

Hoje, amanhã,
enquanto houver caminho,
enquanto houver tempo,
enquanto meu coração souber bater,
eu quero continuar te amando.

Porque talvez eu não saiba
ser muitas coisas…

Mas, quando se trata de você,
eu sei exatamente quem sou:

um homem que te ama.

Para você, Lu

Pelos nossos 49 anos de caminhada,
de sonhos, desafios, conquistas e amor,
dedico a você estas palavras
e todo o meu coração.

Roberto Franklin Falcão da Costa é Vice-Presidente da Academia Ludovicense de Letras
Cadeira Nº 40 – Patrono: José Ribamar S. dos Reis