
O dia 12 de outubro reúne duas celebrações que tocam profundamente o coração: o Dia das Crianças e a festa de Nossa Senhora Aparecida, Mãe que acolhe seus filhos sob o manto da esperança.
Talvez não seja por acaso que essas datas coincidam. Afinal, o sorriso de uma criança e o amor de uma mãe representam algumas das expressões mais bonitas da vida.
Quando penso na infância, reencontro o menino que fui, suas brincadeiras, seus sonhos e a felicidade escondida nas coisas simples. O tempo passou, vieram as responsabilidades e os cabelos embranqueceram, mas acredito que ninguém envelhece por inteiro enquanto conserva um pedaço da infância no coração.
Hoje, ao olhar para meus filhos e netos, compreendo que a infância é uma semente. O carinho, os ensinamentos e o exemplo que oferecemos às crianças permanecem vivos e ajudam a construir os adultos de amanhã.
Por isso, o Dia das Crianças deve ser mais do que uma ocasião para presentear. Toda criança precisa de amor, educação, saúde, segurança e do direito de viver plenamente sua infância. Nenhum brinquedo substitui a presença de quem ama, e nenhum presente vale mais do que um abraço sincero.
É nesse sentimento que encontro Nossa Senhora Aparecida. Sua pequena imagem, encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, tornou-se símbolo de fé e esperança para milhões de brasileiros. Diante dela, tantas mães entregam suas preocupações, tantos pais pedem proteção para seus filhos e tantos corações encontram forças para continuar.
Gosto de imaginar que, neste dia, o manto de Nossa Senhora se estende sobre todas as crianças do Brasil: as cercadas de amor e aquelas que enfrentam a dureza da vida, as que recebem brinquedos e as que esperam apenas alimento, carinho e uma oportunidade de sonhar.
Como avô, aprendi que os netos têm o poder de devolver à vida alegrias que o tempo parecia ter levado. Um sorriso, uma pergunta inesperada ou uma pequena mão segurando a nossa transformam um dia comum em uma lembrança inesquecível. Com eles, descobrimos que a felicidade mora, muitas vezes, nas coisas mais simples.
Neste 12 de outubro, minha homenagem se dirige à criança, promessa do amanhã, e a Nossa Senhora Aparecida, símbolo da fé que nos sustenta.
Que nunca nos falte sensibilidade para proteger a infância, nem humildade para reconhecer que também precisamos de proteção. Que saibamos ensinar às crianças a bondade, a honestidade, o respeito e a solidariedade.
A infância passa, o tempo não volta, mas o amor que plantamos permanece nas lembranças, nos gestos e nos valores transmitidos de geração em geração.
Que Nossa Senhora Aparecida acolha nossos filhos, nossos netos e todas as crianças em seu coração maternal. E que nós, adultos, jamais nos esqueçamos de que um mundo melhor começa dentro de casa, no exemplo que damos e no amor que oferecemos.
Feliz Dia das Crianças!
Viva Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil!
Que a pureza da infância ilumine nossos caminhos e que a fé nos ensine a caminhar com esperança, lembrando sempre que, sob o manto de uma Mãe, há espaço para o amor e para a renovação da vida.
Roberto Franklin Falcão da Costa é Vice-Presidente da Academia Ludovicense de Letras, ocupando a Cadeira Nº 40, Patroneada por José Ribamar S. dos Reis.




