Memórias de um Professor Aposentado: As canções que foram feitas para mim, por Leopoldo Gil Dulcio Vaz

Recentemente, ao ler as crônicas diárias de Roberto Franklin sobre os Beatles e a influência que exerceram em sua formação humana e intelectual, reconheci naquele relato uma experiência que também foi minha. Cada geração possui seus livros fundamentais, seus mestres e suas referências. A minha teve ainda um privilégio adicional: foi educada pela música.
Não me refiro apenas à música como entretenimento. Refiro-me à música como instrumento de formação cultural, emocional e até moral. Em uma época sem internet, sem algoritmos e sem playlists construídas por inteligência artificial, a descoberta de um disco exigia curiosidade, paciência e disposição para ouvir. Talvez por isso aquelas canções tenham deixado marcas tão profundas. Elas não passavam rapidamente por nós; nós é que passávamos por elas, repetidas vezes, até incorporá-las à nossa própria história.

Antes dos Beatles, havia o rádio – Quando o Rádio Morava em Casa
Contudo, seria uma injustiça com minha própria história começar esta narrativa pelos Beatles. Antes deles, antes do rock, antes da invasão britânica e das guitarras elétricas, havia o rádio.
Na verdade, cresci ouvindo música brasileira.
Hoje, quando ouço alguém falar da época do rádio, percebo que minhas lembranças são diferentes da maioria. Eu não conheci aquele mundo apenas como ouvinte. De certo modo, vivi um pedaço dele.
Quando fecho os olhos, ainda consigo ver a casa de minha avó Alice.
Era uma casa simples, acolhedora, dessas em que a porta parecia estar sempre aberta para mais uma visita, mais uma conversa, mais um café passado na hora. Naquele tempo, eu não entendia a importância das pessoas que por ali circulavam. Eram apenas amigos de meu tio Léo Vaz. Só muito mais tarde compreendi que muitos daqueles rostos pertenciam à história da música brasileira.
Meu tio, conhecido como o “Cantor das Multidões”, integrava o cast da Rádio Nacional. Por sua causa, artistas que vinham se apresentar em Curitiba frequentemente acabavam passando pela casa da família antes dos programas ou dos shows realizados na velha Rádio Clube Paranaense.
Lembro-me mais das sensações do que dos detalhes.
O burburinho das conversas.
O cheiro do café.
As gargalhadas vindas da sala.
Os adultos falando de viagens, programas de auditório, cantores e músicos que eu ainda não conhecia.
Eu ficava por perto, fingindo brincar, mas escutando tudo.
Naquele tempo, a fama era diferente. Os artistas pareciam mais próximos das pessoas comuns. Não existiam seguranças, camarins inacessíveis ou estratégias de marketing cuidadosamente planejadas. Existiam músicos, canções e amizades.
Recordo-me de ouvir histórias sobre Benito di Paula, muito antes de ele se transformar no sucesso nacional que o Brasil conheceria anos depois. Contavam que tocava sanfona e, posteriormente, piano nos conjuntos e regionais que acompanhavam meu tio. Hoje parece incrível pensar nisso. Na época, era apenas mais uma história que circulava pela casa.
Os domingos tinham um encanto especial.
Depois do almoço, havia quase uma cerimônia familiar em torno do rádio. O Programa César de Alencar era compromisso obrigatório. Ninguém precisava convocar ninguém. Simplesmente acontecia.
Aquelas vozes enchiam a casa.
Orlando Silva.
Nelson Gonçalves.
Angela Maria.
Emilinha Borba.
Cauby Peixoto.
E tantos outros.
Sem que eu percebesse, eles estavam me educando sentimentalmente.
Muito antes de ouvir “Let It Be”, eu já havia aprendido a sentir com os sambas-canção.
Muito antes dos Beatles, eu já conhecia a saudade.
Muito antes de Woodstock, eu já estava cercado por histórias de músicos e cantores que ajudaram a construir a memória afetiva do Brasil.
Talvez por isso minha relação com a música seja tão diferente.
Quando escuto uma canção antiga, não ouço apenas a melodia.
Escuto a voz de minha avó chamando para o café.
Escuto as conversas na sala.
Escuto o rádio ligado numa tarde de domingo.
Escuto meu tio Léo cantando.
E, por alguns instantes, volto a ser aquele menino que ainda não sabia que estava vivendo as memórias que um dia escreveria.
Quando menino, os meus Beatles ainda não eram os Beatles. Eram Orlando Silva, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Angela Maria, Emilinha Borba e tantos outros artistas que chegavam semanalmente aos lares brasileiros pelas ondas da Rádio Nacional. Aos domingos, diante do rádio, acompanhando o Programa de César de Alencar, eu aprendia sem perceber que a música era mais do que entretenimento: era uma forma de conhecer o Brasil. Antes de Liverpool, havia o Rio de Janeiro. Antes de Woodstock, havia os auditórios lotados da Rádio Nacional. Antes de “Let It Be”, havia o samba-canção, o bolero e a voz de veludo de meu tio Léo Vaz, que me ensinou a ouvir a emoção escondida nas palavras.
Minha primeira educação musical não veio dos discos importados nem dos festivais internacionais. Veio das canções que ecoavam dentro de casa e, principalmente, da voz de meu tio Léo Vaz, conhecido em seu tempo como “o Cantor das Multidões”, integrante do “cast” da histórica Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
Por intermédio dele, fui apresentado ao universo dos grandes intérpretes da música popular brasileira. Em nossa casa, ouvir rádio não era passatempo; era ritual. Aos domingos, no início da tarde, havia um compromisso quase sagrado: acompanhar o Programa César de Alencar, verdadeiro fenômeno da comunicação brasileira.
Ali estavam reunidos os chamados Reis do Rádio, artistas que ajudaram a construir a identidade cultural do país muito antes de a televisão ocupar posição central na vida nacional.
Aqueles programas ensinavam mais do que música. Ensinavam português, comportamento, romantismo e sensibilidade. Foi ouvindo sambas-canção que aprendi as primeiras lições sobre amor, perda, saudade e esperança.
Décadas depois, percebo que aquela geração possuía uma capacidade única de transformar sentimentos complexos em melodias aparentemente simples. Eram canções que falavam diretamente à alma.
Talvez por isso eu nunca tenha visto contradição entre ouvir Beatles e ouvir samba-canção. Entre admirar Paul McCartney e emocionar-me com os compositores brasileiros. Tudo fazia parte da mesma educação sentimental.
Os Beatles ampliaram meus horizontes.
Mas as canções brasileiras ajudaram a construir meus alicerces.
Se tivesse de escolher uma canção que sintetiza uma filosofia de vida, provavelmente seria “Let It Be”, dos Beatles. Quando jovem, eu apreciava sua beleza melódica. Com o passar dos anos, fui compreendendo a sabedoria escondida em sua simplicidade. O conselho para deixar que certas coisas sigam seu curso natural tornou-se especialmente relevante numa sociedade que insiste em transformar toda dificuldade em urgência e toda divergência em conflito.
Os Beatles, porém, ensinaram mais do que resignação e serenidade. Ensinaram também o valor da amizade. Por isso, poucas interpretações me impressionaram tanto quanto Joe Cocker, em Woodstock, cantando “With a Little Help from My Friends”. Já escrevi sobre aquele momento nestas memórias, mas ele merece ser revisitado. A apresentação transcendeu os limites de uma simples releitura. Cocker converteu uma canção agradável em um hino à solidariedade humana.
Hoje, olhando para trás, percebo que os momentos mais importantes da vida não foram construídos individualmente. Foram construídos com a ajuda de amigos, colegas, familiares, professores e alunos. Joe Cocker apenas colocou melodia numa verdade que a experiência viria a confirmar.
Outro nome que acompanhou minha formação foi James Taylor. Em sua discografia sempre encontrei uma rara combinação de talento e sinceridade. Ouvindo canções como Fire and Rain ou You’ve Got a Friend, era possível perceber que nem toda grande arte precisa ser grandiosa. Muitas vezes, basta ser verdadeira.
Mas nenhuma memória musical estaria completa sem a música brasileira.
Entre as canções nacionais que marcaram minha geração, poucas me sensibilizam tanto quanto “Chuvas de Verão”, de Haroldo Lobo. Seus versos permanecem atuais justamente porque falam de uma realidade que a maturidade nos obriga a aceitar:
“Podemos ser amigos, simplesmente amigos, simplesmente, nada mais.”
Mais adiante, surge a observação quase definitiva sobre a condição humana:
“Os sentimentos passam como o vento, são coisas de momento, são chuvas de verão.”
Quando somos jovens, acreditamos na permanência absoluta dos sentimentos. A experiência, contudo, ensina que muitos amores não foram feitos para durar, mas para ensinar. Alguns permanecem por toda a vida; outros sobrevivem apenas na memória. E talvez não haja nada de errado nisso. A cultura contemporânea, tão obcecada pela intensidade instantânea, parece ter esquecido que a beleza de certos encontros reside justamente em sua transitoriedade.
Nessa mesma direção sentimental caminham Roberto Carlos e Erasmo Carlos, cronistas sensíveis das emoções brasileiras. Quantas tardes passei sentado à frente de casa, na velha calçada que para um adolescente funcionava como observatório do mundo, ouvindo canções que falavam de saudades, despedidas e amores impossíveis?
Quando Roberto cantava:
“Você foi o maior dos meus casos, de todos os abraços, o que eu nunca esqueci…”
era impossível não associar a música aos rostos que habitavam nossos sonhos juvenis.
A maioria daqueles amores jamais ultrapassou o território da imaginação. Eram paixões platônicas, alimentadas por olhares, pela convivência escolar ou por encontros ocasionais que adquiriam dimensões épicas na imaginação adolescente. No entanto, embora nunca tenham se concretizado, foram reais em sua capacidade de nos emocionar.
E quando Roberto prosseguia lembrando que aquela pessoa havia sido a mais querida das lembranças que carregava pela vida, compreendíamos que certas pessoas continuam presentes mesmo depois de ausentes. Tornam-se personagens permanentes da memória.
Talvez seja este o maior poder da música: ela não recupera apenas pessoas; recupera versões de nós mesmos.
Os Bee Gees também exerceram papel importante nessa formação. Muitas vezes reduzidos injustamente ao fenômeno da era disco, produziram uma obra muito mais ampla e sofisticada. Suas harmonias vocais e sua extraordinária sensibilidade melódica demonstravam uma capacidade rara de traduzir sentimentos universais.
Os Carpenters seguiam caminho semelhante. A voz de Karen Carpenter permanece como uma das mais belas e expressivas da música popular do século XX. Em tempos nos quais a indústria cultural valoriza mais o espetáculo do que a interpretação, ouvir os Carpenters ainda é uma aula de elegância artística.
Mas aquele garoto de classe média, apaixonado por livros e canções românticas, também possuía seu lado rebelde.
Por isso os Rolling Stones encontraram espaço em minha coleção de discos. Enquanto os Beatles frequentemente ofereciam reflexão, os Stones representavam inquietação. Eram a trilha sonora de quem desejava questionar o mundo estabelecido.
Na mesma linha aparecia Alice Cooper, cuja teatralidade desafiava as convenções estéticas e comportamentais da época. Muitos enxergavam apenas a provocação visual. Entretanto, havia ali uma forma legítima de contestação artística, lembrando que o rock não nasceu para acomodar.
E acima de todos os guitarristas pairava a figura quase lendária de Jimi Hendrix.
Hendrix ampliou os limites da guitarra elétrica e, em muitos sentidos, os limites da própria música popular. Sua histórica apresentação em Woodstock demonstrou que a música podia ser ao mesmo tempo arte, protesto, inovação tecnológica e expressão política.
Olhando para trás, percebo que essas canções não apenas acompanharam uma geração. Elas ajudaram a formá-la. Tornaram-se referências culturais e afetivas num período em que a música ainda exigia atenção, escuta e compromisso emocional.
Talvez por isso eu veja com certa preocupação a velocidade com que a música é consumida atualmente. O mercado produz sucessos descartáveis em ritmo acelerado, enquanto a memória coletiva se torna cada vez mais fragmentada. Antigamente, uma canção nos acompanhava durante anos; hoje, muitas desaparecem em poucas semanas.
Não se trata de saudosismo simplório, como frequentemente acusam os defensores de cada novidade tecnológica. Trata-se de reconhecer que algumas obras resistem porque carregam densidade humana. Continuam falando conosco décadas depois porque foram construídas sobre sentimentos autênticos.
Os amores passaram.
Muitos nem chegaram a acontecer.
As amizades seguiram caminhos diferentes.
Os cabelos embranqueceram.
Os alunos se transformaram em profissionais, pais e avós.
Mas as canções ficaram.
E ficaram porque se transformaram em parte de quem somos.
Por isso, quando penso em minha trajetória, não a vejo apenas em fotografias, diplomas, livros publicados ou salas de aula ocupadas ao longo dos anos. Eu a escuto.
Ela começa com os Beatles e sua sabedoria serena.
Passa pela amizade celebrada por Joe Cocker.
Encontra a sinceridade de James Taylor.
Atravessa a sensibilidade de Haroldo Lobo, Roberto e Erasmo Carlos.
Dança ao som dos Bee Gees.
Emociona-se com os Carpenters.
Rebela-se com os Rolling Stones e Alice Cooper.
E alcança liberdade nas notas incendiárias de Jimi Hendrix.
São músicas que evocam pessoas, lugares e tempos desaparecidos. Mas, sobretudo, evocam os amores da juventude, quase todos platônicos, quase todos impossíveis, porém absolutamente reais em sua capacidade de nos fazer sonhar.
No fim das contas, talvez eu tenha razão ao acreditar que todas essas canções foram feitas para mim.
E suspeito que cada leitor carregue consigo uma trilha sonora igualmente particular, composta por músicas que, misteriosamente, parecem conhecer a nossa história melhor do que nós mesmos.
Quando revisito essa trilha sonora, percebo que minha formação musical foi menos internacional do que aparenta. Antes de aprender a sonhar com os Beatles, aprendi a sentir com o rádio brasileiro. Antes de Woodstock, houve a Rádio Nacional. Antes de Joe Cocker, havia as vozes dos cantores que frequentavam os programas de César de Alencar. E antes das guitarras, havia o samba-canção.
Talvez por isso essas memórias não sejam apenas sobre músicas. São sobre o Brasil de uma época em que as canções não serviam apenas para ser ouvidas. Serviam para ser vividas. E nós as vivíamos intensamente. Afinal, como os amores de juventude que elas evocam, as grandes canções jamais envelhecem: apenas se transformam em memória.

Discografia e Referências Musicais
THE BEATLES
THE BEATLES. Please Please Me. Londres: Parlophone, 1963.
THE BEATLES. A Hard Day’s Night. Londres: Parlophone, 1964.
THE BEATLES. Rubber Soul. Londres: Parlophone, 1965.
THE BEATLES. Revolver. Londres: Parlophone, 1966.
THE BEATLES. Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band. Londres: Parlophone, 1967.
THE BEATLES. The Beatles (White Album). Londres: Apple Records, 1968.
THE BEATLES. Abbey Road. Londres: Apple Records, 1969.
THE BEATLES. Let It Be. Londres: Apple Records, 1970.

JOE COCKER
COCKER, Joe. With a Little Help from My Friends. Londres: Regal Zonophone, 1969.
COCKER, Joe. Joe Cocker!. Nova York: A&M Records, 1969.
COCKER, Joe. Mad Dogs & Englishmen. Nova York: A&M Records, 1970.

JAMES TAYLOR
TAYLOR, James. Sweet Baby James. Burbank: Warner Bros., 1970.
TAYLOR, James. Mud Slide Slim and the Blue Horizon. Burbank: Warner Bros., 1971.
TAYLOR, James. One Man Dog. Burbank: Warner Bros., 1972.
TAYLOR, James. Gorilla. Burbank: Warner Bros., 1975.

BEE GEES
BEE GEES. Bee Gees’ 1st. Londres: Polydor, 1967.
BEE GEES. Odessa. Londres: Polydor, 1969.
BEE GEES. Main Course. Miami: RSO Records, 1975.
BEE GEES. Children of the World. Miami: RSO Records, 1976.
BEE GEES. Spirits Having Flown. Miami: RSO Records, 1979.

CARPENTERS
CARPENTERS. Close to You. Los Angeles: A&M Records, 1970.
CARPENTERS. Carpenters. Los Angeles: A&M Records, 1971.
CARPENTERS. A Song for You. Los Angeles: A&M Records, 1972.
CARPENTERS. Horizon. Los Angeles: A&M Records, 1975.

THE ROLLING STONES
ROLLING STONES. Aftermath. Londres: Decca Records, 1966.
ROLLING STONES. Beggars Banquet. Londres: Decca Records, 1968.
ROLLING STONES. Let It Bleed. Londres: Decca Records, 1969.
ROLLING STONES. Sticky Fingers. Nova York: Rolling Stones Records, 1971.
ROLLING STONES. Exile on Main St.. Nova York: Rolling Stones Records, 1972.

ALICE COOPER
COOPER, Alice. Love It to Death. Burbank: Warner Bros., 1971.
COOPER, Alice. Killer. Burbank: Warner Bros., 1971.
COOPER, Alice. School’s Out. Burbank: Warner Bros., 1972.
COOPER, Alice. Billion Dollar Babies. Burbank: Warner Bros., 1973.

JIMI HENDRIX
HENDRIX, Jimi. Are You Experienced. Londres: Track Records, 1967.
HENDRIX, Jimi. Axis: Bold as Love. Londres: Track Records, 1967.
HENDRIX, Jimi. Electric Ladyland. Londres: Track Records, 1968.
HENDRIX, Jimi. Band of Gypsys. Nova York: Capitol Records, 1970.

ROBERTO CARLOS
CARLOS, Roberto. Roberto Carlos em Ritmo de Aventura. Rio de Janeiro: CBS, 1967.
CARLOS, Roberto. O Inimitável. Rio de Janeiro: CBS, 1968.
CARLOS, Roberto. Roberto Carlos. Rio de Janeiro: CBS, 1971.
CARLOS, Roberto. Roberto Carlos. Rio de Janeiro: CBS, 1977.

ERASMO CARLOS
CARLOS, Erasmo. Carlos, Erasmo. Rio de Janeiro: Polydor, 1971.
CARLOS, Erasmo. Sonhos e Memórias. Rio de Janeiro: Polydor, 1972.
CARLOS, Erasmo. Banda dos Contentes. Rio de Janeiro: Polydor, 1976.

HAROLDO LOBO (COMPOSITOR)
LOBO, Haroldo. Composições de referência:
• Chuvas de Verão.
• Alguém Me Disse.
• Estrela do Mar.
• Nega Maluca.
• Índio Quer Apito

LÉO VAZ
• VAZ, Léo. Eu Vou Onde Está o Brasil / A Sorte Corta Caminho. Rio de Janeiro: Todamérica, 78 rpm, 1957. [dicionariompb.com.br]
• VAZ, Léo. Nasce Uma Pobre Menina / Derradeiro Romance. Rio de Janeiro: Todamérica, 78 rpm, 1957. [dicionariompb.com.br]
• VAZ, Léo. Rosário de Lágrimas / Pierrô. Rio de Janeiro: Todamérica, 78 rpm, 1957. [dicionariompb.com.br]
• VAZ, Léo. Apresentando Léo Vaz. Rio de Janeiro: Todamérica, LP, 1958. [dicionariompb.com.br], [deezer.com]
• Principais faixas:
• Mensagem
• Favela
• Foi Ela
• Ausência
• Voltaste
• Como os Rios Correm para o Mar
• Longe dos Olhos
• Fale Comigo Saudade
• Caminho Verde
• Sem Teu Amor
• Voltarás
• Meu Lampião [dicionariompb.com.br], [deezer.com]
• VAZ, Léo. As Melhores de Léo Vaz. São Paulo: Musicolor, LP. [discogs.com]
• Faixas de destaque:
• Fale Comigo Saudade
• Sem Teu Amor
• Vai Meu Samba
• Mensagem
• Falando Francamente
• Perdido de Amor
• Presente da Vida
• Tristeza
• Caminho Verde
• É Tão Tarde
• Longe dos Olhos
• Voltaste [discogs.com

Leopoldo Gil Dulcio Vaz é membro da Academia Ludovicense de Letras, ocupando a cadeira 21, tendo como Patrono Manuel Fran Pacheco.